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Era uma vez uma economia

Atualizado: 9 de jun. de 2020

"A economia não pode parar". Essa é uma das frases que mais temos ouvido e lido nessa quarentena. Para além de certo ou errado, queremos propor aqui uma reflexão mais profunda e mais abrangente.


Para isso, precisamos primeiramente compreender em que tipo de economia estamos inseridos para, então, saber finalmente a que economia estamos nos referindo quando dizemos que esta não pode parar.


Dentro do sistema vigente, a economia predominante é a linear, ilustrada abaixo:

O que quer dizer que há muita exploração de recursos naturais, grande utilização de energia para criação de novos produtos e um descarte exagerado e irresponsável desses produtos quando danificam ou apenas saem de moda.

Você pode achar que a reciclagem é uma grande solução no que diz respeito a este último tópico sobre o descarte, porém, estudos de 2016 apontam que menos de 5% dos resíduos sólidos gerados anualmente no Brasil não são reciclados!


Em contraponto a essa economia linear, temos a economia circular que está pouco a pouco ganhando espaço no país e no mundo. Entenda na figura abaixo:

Nesta economia, a exploração de recursos naturais diminui drasticamente, pois muitas vezes a matéria-prima é o subproduto que volta no ciclo como, por exemplo, palmilhas de sapatos desgastadas que se transformam em novas palmilhas na marca Insecta Shoes. Ou seja, uma economia que não reconhece a sobra como lixo, mas sim como nova matéria-prima dentro de seu ciclo ou em outros.


Além das economias linear X circular, estamos no auge da economia criativa em oposição à economia mecânica. A diferença básica reside no simples fato de que a última não nos permite exercitar a criatividade e autonomia, enquanto a criativa é um convite constante à inovação e busca por soluções cada vez mais intangíveis (conhecimento, criatividade, tecnologia).


Agora vamos refletir: os muitos negócios existentes atualmente se enquadram em qual das economias? Estando na economia linear, será que é o tipo de economia que irá se sustentar por muito mais tempo em aspectos ambientais e sociais? Será que a crise que surgiu diante nós devido à pandemia não nos convida a repensar modelos de negócio que estejam pelo menos mais próximos às economias circular e criativa?


Após refletir sobre essas questões, podemos explorar uma gama de opções no que diz respeito à produção e consumo, afinal, todos devem querer viver em um mundo cujos recursos naturais e saúde do planeta estão garantidos para todos, em uma economia que além de gerar riqueza financeira, promove a riqueza de vida na terra e paz entre as pessoas.


Então aproveite esse momento de quarentena para repensar sua relação com o consumo e apostar em novos formatos! Dentro das economias circular e criativa, você encontra inúmeras formas de produzir e consumir, sendo uma delas a boa e velha troca.


No meio do caminho, você vai ouvir a frase lá de cima "A economia não pode parar" e vai se perguntar, então: Em que tipo de economia eu quero viver?

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